Vitimas de Assalto


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 28 de setembro de 2008

28 de setembro de 2008 | N° 15742 Jornal Zero Hora

VÍTIMAS DE ASSALTO

Pedro Ceratti de Lemos Schmitt, 24 anos, de Porto Alegre: “Salvei a Cris, e ela me salvou”

Em 22 de agosto, Pedro e a namorada, Cristiane Nardes, foram assaltados no bairro Santana, quando chegavam em casa. Pedro levou dois tiros, um deles na mão que protegia o rosto de Cris.

“Havíamos fechado o bar, encerrando mais um dia de trabalho. Pelas 2h da madrugada de sexta-feira, íamos para casa, eu dirigia a Sportage. Numa esquina próxima ao nosso apartamento, notei que não havia jovens se drogando e fumando maconha, o que sempre me preocupou. Quando parei diante do prédio, ainda pensei que o portão automático demorava muito para abrir. Nesse momento, vi um homem do meu lado, tremendo, sacudindo um revólver, tentando abrir a porta. Como a Sportage é barulhenta, por ter motor a diesel, não escutei se ele falou alguma coisa.

Levantei as mãos, não fiz nada. Quando fui destravar a porta, ele atirou através do vidro. Acertou embaixo do meu olho esquerdo, a bala saiu abaixo da orelha direita. Não senti nada, mas caí para o lado da Cris. Não sei se foi instintivo, para defender ela, mas a minha mão direita ficou para cima, no ar, na altura da cabeça da Cris. O segundo tiro acertou o dedo mindinho dessa mão. Por sorte, a bala se desviou ao bater no dedo, teria acertado o rosto da Cris. Ela se encolheu e se fingiu de morta, por 10 ou 15 segundos. Ao dar o segundo tiro, o cara foi embora.

A Cris me colocou no banco de trás e tratou de me levar ao HPS. Estava consciente e orientava ela sobre o melhor caminho. Havia muito sangue no carro. No trajeto, dizia: ‘Tô morrendo. Gosto muito de ti’. Se o hospital fosse mais longe, não teria chegado consciente. Num primeiro momento, eu salvei a Cris, porque a bala se desviou no meu dedo. Depois, ela me salvou.

Fiquei dois dias no HPS e mais uma semana no hospital da Santa Casa. Sofri duas cirurgias, uma na face e outra na mão. Estou com três pinos no dedo. A vida continua, estamos trabalhando novamente. Mas estamos nos sentindo privados da nossa liberdade. Agora vamos escoltados para casa. Estamos reféns do medo.”

Como agir

– Certifique-se, pelo retrovisor, se não está sendo seguido

– Se houver pessoas nas proximidades, avalie a distância delas e o tempo até a abertura do portão

– Se não se sentir seguro, dê uma volta na quadra e volte depois


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