Vítimas de Assalto


por Emir Pinho - Consultor de Seguranca - 51 9967 3306 - ID 9214136 em old / 28 de setembro de 2008

28 de setembro de 2008 N° 15742 Jornal Zero Hora

VÍTIMAS DE ASSALTO

José Nilton Martins, 53 anos, de Gravataí: “Oito anos depois, sigo traumatizado”

Teve a casa invadida por dois ladrões em fuga, em novembro de 2000, na área rural de Morungava, distrito de Gravataí. Foi feito refém e acabou atingido por dois tiros disparados por policiais durante a perseguição aos bandidos.

“Ainda estou traumatizado, preciso tomar remédios contra a depressão e tenho as cicatrizes dos tiros. Era caminhoneiro, mas tive de me aposentar porque perdi parte dos movimentos no pulso direito. Perdi a paz. Achava que a minha moradia era um lugar tranqüilo, longe dos crimes. Hoje tenho medo.

Havia voltado do Rio de Janeiro, contente por escapar da violência de lá. Eram 8h, estava mostrando as fotos para a minha mulher. Nesse momento, vi uns loucos correndo de Kadett pela estrada de chão. Bateram num caminhão carregado de lenha, que vinha em sentido contrário. Invadiram a casa, armados. Pediram a chave do meu Chevette. Um deles disse: ‘E tu vai junto’. Quando eu me retraí, ele falou: ‘Não quer ir, tudo bem, mas ela vai junto’. Então fui, para deixar a Alzira a salvo.

Na estrada, já havia duas viaturas da Brigada bloqueando o caminho. Os bandidos colocaram a arma na minha cabeça e pediram que os policiais nos deixassem passar. O Chevette seguiu viagem. Estava no banco de trás, fazendo gestos com as mãos, para a polícia não atirar. Chegaram mais viaturas, agora da Polícia Rodoviária Estadual. As balas zuniam pela minha cabeça, uma delas acertou o pulso direito. A outra atravessou a perna, atingindo os testículos. Os brigadianos atiravam nos pneus, mas os da rodoviária não, meteram fogo.

O desfecho aconteceu na RS-020. A polícia atravessou caminhões na pista. O Chevette teve de parar. Numa distração deles, pulei do carro e desmaiei. Os bandidos foram mortos no meu carro. Entrei com uma ação contra o Estado, mas ainda não julgaram o processo. Perdi o meu trabalho, parte da minha saúde e a minha paz.”

Como agir

– Evite guardar objetos de valor e dinheiro no sítio

– Combine com vizinhos para avisar a polícia, em caso de movimentação suspeita

– Se contratar empregados, peça informações de antecedentes

– Se possível, preste atenção na fisionomia dos ladrões. Detalhes podem ajudar nas investigações

Fonte: Fontes: Comandante de Policiamento da Capital (CPC) da Brigada Militar, coronel Jarbas Vanin, delegado de Roubos de Porto Alegre, Juliano Ferreira, delegado da 1ª DP de Gravataí, Cleber Lima, e delegado da 3ª DP de Alvorada, Francisco Antoniuk


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