O risco na atuação policial é significativamente elevado durante a noite, ao mesmo tempo, é o período com maior incidência de crimes graves, principalmente os homicídios. É também noturno o hábito das pessoas irem a festas, fazendo uso de bebidas alcóolicas e de outras drogas – inclusive as ilícitas: momento em que o tráfico tem então seu fluxo comercial aumentado. Na escuridão atuam muitos criminosos, se utilizando da penumbra para evitar serem flagrados em seus atos ilícitos. Para a polícia, é preciso contar com dois fatores para diminuir os riscos: a técnica e o equipamento.
A lanterna, neste contexto, é um equipamento indispensável, mas tem uma característica lamentável: denuncia a presença do policial para os suspeitos assim que é acionada. Para que o policial veja sem ser visto no escuro, o ideal é que as guarnições dispusessem dum equipamento chamado de “visão noturna”, uma espécie de câmera que capta radiação infravermelha, distinguindo os objetos através de sua temperatura. Saibam o que é radiação infravermelha:

Termografia e Radiação infravermelha
A aplicação da radiação infravermelha ou termografia é o uso de uma câmera infravermelhas para “ver” ou “medir” a energia térmica que é emitida por todo objeto ou material existente na natureza. A energia térmica, ou infravermelha, é luz não visível, já que seu comprimento de onda é muito longa para ser detectado pelo olho humano. Faz parte do espectro eletromagnético e é percebida pela pele como sensação de calor. Ao contrário da luz visível, no mundo infravermelho, todos os materiais com uma temperatura acima de zero absoluto emitem calor. Mesmo os objetos muito frios, como cubos de gelo, emitem luz infravermelha.
Quanto mais alta a temperatura do objeto maior será a radiação infravermelha emitida. A radiação infravermelha nos permite ver o que os olhos não vêem. As câmeras de termografia infravermelha produzem imagens visuais da radiação infravermelha e calculam medições precisas de temperatura sem contato com o objeto. Em geral, quase todo componente elétrico e mecânico fica sobreaquecido antes de falhar, o que faz as câmeras infravermelhas ferramentas diagnósticas extremamente valiosas para a detecção precoce de falhas. Além disso seu uso tem se disseminado em aplicações tais como melhoria de processos de fabricação, economia de energia, controle de qualidade de produto, segurança do trabalho, medicina, veterinária.


Rua fotografada em infravermelho

A empresa que domina a tecnologia de fabricação de câmeras e equipamentos com infravermelho é a FLIR, fornecedora das câmeras utilizadas em aeronaves policiais e militares (principalmente helicópteros), e até de acessórios que contribuem na elucidação de crimes, como a “câmera térmica”, recentemente adquirida pela Polícia Técnica de São Paulo:

A Flir é uma máquina fotográfica que registra o invisível. Mais precisamente, registra a radiação emitida por um corpo na frequência infravermelha, o calor. “Ela pode ser muito útil, por isso, nas investigações envolvendo coisas que não sejam visíveis a olho nu, mas emitam calor”, diz Moraes.
O equipamento consegue fotografar a impressão térmica deixada pela mão que apenas foi pousada sobre o tampo de uma mesa – e logo depois retirada. Vê-se uma mão esbranquiçada sobre fundo vermelho. Fantasmagoria?
A Flir fotografa temperaturas a partir de 20ºC negativos, até os 650ºC. Quanto mais quente, mais branca fica a imagem.
Saiba mais sobre a câmera FLIR!

A utilização de equipamentos com tecnologia infravermelho pelas polícias deveria ser uma regra, principalmente entre as unidades especializadas em missões de alto risco, em que a exposição do policial é elevada e que a camuflagem no escuro se torna imprescindível para o êxito na ocorrência. Enquanto isso não ocorre, é preciso tomar conhecimento desta alternativa tecnológica, principalmente os responsáveis pela tomada de decisão nas polícias.